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sábado, 9 de março de 2013

O que um bom técnico de informática (ou todas as pessoas) precisa(m) saber sobre Eletricidade Parte I



Existem alguns conceitos fundamentais da Eletricidade que deveriam ser entendidos por todo mundo e em particular por quem, queira ou não, está envolvido com o assunto como é o caso dos técnicos de informática.

Comecemos pelos dois tópicos mais importantes: tensão e corrente elétrica. 

A primeira coisa que é preciso ficar perfeitamente esclarecida é que tensão e corrente são coisas totalmente diferentes e muita gente (até alguns “eletricistas”) confunde e pensa que é a mesma coisa.

Sem querer fazer muitos aprofundamentos teóricos vamos lembrar que tudo na Natureza é composto por átomos que por sua vez possuem diversas partículas dentre as quais, a que mais nos interessa: os elétrons.

Pois bem, estes tais elétrons quando convenientemente “manipulados” pelo homem é que irão produzir a chamada “corrente elétrica” que é a base da Eletricidade.


Por ora fica combinado assim: corrente elétrica é o fluxo de elétrons.

Mas, como podemos “manipular” os tais dos elétrons para que eles formem esse fluxo, como se fossem motoristas bem comportados andando direitinho um atrás do outro?

No caso dos carros é fácil, basta colocar a polícia na pista, ou seja, usar a “força”.
Usemos o mesmo “artifício” com os elétrons, ou seja, uma força que será chamada força elétrica, mais conhecida por tensão ou voltagem. 

Até aqui já apresentamos, embora de forma superficial, os dois conceitos fundamentais da Eletricidade: tensão e corrente.

Será que você já percebeu que tensão e corrente são “coisas” (os físicos preferem chamar de grandezas) diferentes?

Então, prometa que de agora em diante você não vai mais trocar alhos por bugalhos, ou seja, tensão é tensão e corrente é corrente. Combinado?

Está tudo bem até aqui? Espero que sim, pois vamos aprofundar mais um pouquinho este assunto.

Façamos uma pergunta para você pensar um pouco.
Você acha que pode existir corrente se não tiver tensão?

Se você respondeu NÃO, significa que está entendendo tudo.

Caso tenha respondido SIM, ou seja, que pode existir corrente mesmo que não tenhamos tensão, você ERROU, mas não fique triste e não desista Isso acontece com muita gente boa.

Vamos clarear estas ideias que talvez estejam parecendo um pouco confusas.

Repare só, não foi dito lá atrás que para os elétrons formarem o fluxo, ou seja, a corrente é necessário aplicar a eles uma “força” que nós denominamos tensão ou voltagem?

Conclusão: só existirá corrente se existir tensão (tome nota disto e não esqueça jamais).

Outra pergunta e esperamos que agora você responda corretamente, senão fica reprovado.

O que “tem” na tomada da parede: tensão ou corrente?

Na verdade existem duas respostas. Se não tiver nada ligado na tomada só existe tensão.

Agora, quando ligamos, por exemplo, um abajur na tomada os elétrons que estão num buraquinho da tomada irão formar um fluxo, ou melhor, uma corrente, através do fio, passar pela lâmpada e chegar no outro buraquinho fazendo a lâmpada acender.

Moral da história: para existir corrente precisamos de duas condições:
      1)    Existir tensão (condição obrigatória)
   
      2)   Ter uma “coisa” ligada nos dois pontos onde existe tensão (tomada, por exemplo) para que os elétrons possam formar o fluxo, ou seja, a corrente.
  
Essa “coisa” ligada no lugar onde existe tensão vai formar aquilo que se chama de circuito elétrico ou simplesmente circuito.

Podemos fazer uma comparação com o corpo humano para ajudar a sedimentar estes conceitos: - a tensão é o coração e a corrente elétrica corresponde a corrente sanguínea. Em outras palavras, o coração bombeia o sangue nas veias, assim como a tensão “bombeia” os elétrons no circuito.

Esperamos que agora você tenha uma ideia mais clara entre a diferença de tensão e corrente.

Aliás, sabe o que a corrente disse pra tensão?

Eu não existo sem você!

Romântico, não é?

Essa brincadeira foi para descontrair e fazer você não esquecer mais estes conceitos e não falar bobagens do tipo “a corrente na tomada é de 110 volts”. 

Continuando nossa “aulinha” passemos para outro tópico: - as unidades de tensão e corrente.


Atribui-se a Platão (filósofo grego que viveu lá pelo século III a.C) a seguinte frase “os números governam  o mundo”.

Pois é, então precisamos quantificar o valor da tensão e da corrente, ou seja, atribuir números a estas grandezas.

Para identificar que um determinado número se refere a uma determinada grandeza física criou-se uma coisa chamada Unidade de Medida.

Por exemplo, se dissermos 5 isso é apenas um número ou uma quantidade, mas se dissermos 5 metros sabemos que estamos falando do comprimento de alguma coisa e que é diferente de 5 litros pois aí seria o volume de um líquido ou gás.

Palavras como metro, litro, quilograma, graus Celsius, entre outras, são as Unidades de Medida. Cada tipo de grandeza física tem uma unidade de medida específica.

A unidade de medida é uma espécie de sobrenome que vai identificar a que “família” aquele número pertence.

Sendo assim precisamos saber quais são as unidades de medida para tensão ou voltagem e corrente elétrica.

Quase sempre as Unidades de Medida homenageiam cientistas que trabalharam com uma determinada grandeza física.

A unidade de tensão é o volt em homenagem ao físico italiano Alessandro Volta (1745-1827) inventor da pilha.

O volt pode ser simbolizado pela letra maiúscula V

Repare bem, quando escrevemos por extenso (volt) escrevemos com letra minúscula, mas quando usamos o símbolo este deve ser com letra maiúscula (V).

 Isso é um padrão internacional e no Brasil é regulamentado pelo INMETRO.

Precisamos “batizar” também a corrente e para tal foi escolhido o ampère, em homenagem ao físico francês André-Marie Ampère (1775-1836), cujo símbolo é A (maiúsculo). 

Quando você vai comprar um eletrodoméstico, uma geladeira, por exemplo, o vendedor lhe pergunta: 110 ou 220 V. Ele está lhe perguntando qual a tensão ou voltagem da rede elétrica da sua casa ou escritório.

Se você ligar um equipamento fabricado para operar em 110 V numa rede de 220 V ele queimará.
Entretanto, se for ao contrário o equipamento não irá funcionar.

Atualmente muitos equipamentos possuem um sistema que se adapta automaticamente à voltagem da rede elétrica onde foi ligado.

Mas, você deve estar se perguntando: - onde entra o ampère nesta história?

O valor em ampères corresponde a corrente que irá circular nos fios da tomada até o “relógio” de luz da sua casa.

Geralmente, este valor de ampères não é informado diretamente pelo fabricante do equipamento.

Então, ele não é importante?

Claro que é importantíssimo, pois se os fios não suportarem a quantidade de ampères “puxada” pelo equipamento eles aquecerão podendo levar a um curto circuito.

E por que o fabricante nem sempre informa este valor?
Na verdade ele informa, mas de outro jeito, através do consumo que é dado por uma grandeza chamada potência cuja unidade é o watt e o símbolo é W.

Mas, esse papo vai ficar para a próxima semana, pois já escrevemos demais.

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Por enquanto, fico por aqui. Até sempre.

2 comentários:

  1. Foi com grande alegria que me deparei com o seu Blog, podendo voltar novamente a beber em fonte tão cristalina..

    A sequência de artigos sobre o que um técnico de informática deve conhecer sobre eletricidade é bastante esclarecedor. Muito obrigado pelo seu estímulo, disponibilizando o vosso tempo para compartilhar conosco o vosso conhecimento.

    Apreciaria muito saber o paradeiro do vosso amigo, o professor Jonas Marques, com o qual me iniciei na área de manutenção de impressoras.

    Muito grato por vossa preciosa atenção.

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    Respostas
    1. Caro Domingos

      Fica feliz que tenha gostado. Encaminhei seu email para o Jonas.

      Sugiro que você faça o seu cadastro no Blog e será informado das novidades.

      Abraços e até sempre

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